domingo, 23 de setembro de 2018

O AVÔ LOLANDO

Bom, a ideia aqui é pensar no Avo Lolando, uma acomodação para o umbundo do nome Orlando, assim como se passa o nome Isabel para Ngepele.

Sol ameno e o prazer da vida gozado depois do trabalho no campo, era sempre por volta das 16h00 que o ancião do bairro Ngulondua no Huambo aparecia com o cachimbo em mão e um chapéu sobreposto no cimo da cabeça, rodeava-se por jovens ansiosos em ouvir as suas controversas histórias de vida.

Ame Epolua ndalimuile, querendo dizer que; (fui a única pessoa no mundo a estar próximo do arco-iris), dizia que, sempre que aparecesse um arco iris no bairro, todos procuravam manter-se distante e aquele que tentasse aproximar-se dele, tinha a morte certa, pois o arco-íris não poupava adultos nem crianças.

Ciakalako ñgo kuti o olimola muele ofa. (era de tal forma tão perigoso, que bastava ver o arco-íris tinha-se logo morte imediata).

Incrédulos os jovens questionavam se o que ele estava a contar era verdade, qual era a sua idade na altura e como era possível tal feito?

São questões que ele não respondia de concreto, mas mantinha a sua valentia por ter sido até agora o único a abraçar o arco-íris em todo o mundo e estar vivinho da silva, era até agora um, entre os vários feitos inédito do vavô Lolando.

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