terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

ESSAS COISAS DE FICAR ASSANHADO, UM DIA MORRES MESMO.

Esse aviso tem dentes velhos, pena é não queremos tê-lo como trunfo.
O jovem vincava na idade entre vinte e oito a trinta anos, pela clara e brilho a sobrar, o seu IX35 só não vivia na estação de serviço por não ser regra da prestadora de serviços de limpeza e aspiração.

Topava engalanar os vizinhos com um inspirador bom dia, todo o mais velho era visto como tio e caso fosse um pouco só aleijado tinha motivos para receber uma gorjeta para o mata-bicho. O rapaz era boa pessoa.

O molho sujou quando teve de comprar um outro IX35 para a esposa, que se desmanchava em terror de separar-se, caso o ano acabasse e não viesse uma máquina igual. “Ficas com a tua casa, deixo-te os filhos e vou para a minha vida” martelava-lhe a cabeça durante a noite.
Para não deixar os créditos em mãos alheiras, fê-lo. Só que desta vez, fê-lo indo à conta do cliente do banco onde ele galgava passos promissores. Um levantamento e um estorno, massa direito para a representante onde ela aguardava antes mesmo de abrir as portas para a venda.
Zero Km na mão, mas o sonho foi de um dia e meio. Sirenes de casa ao serviço, algemas trincavam os braços, onde há surra, vontade de ginásio desaparece, cadeia com o tipo, a vizinhança a lamentar o bom vizinho, enquanto ela, roupas feitas mandou-se com o amante deixando os filhos com a avo, levando as duas viaturas.

São coisas dessas que eu não aceito, tirando um dia que assanhado para agradar as moças que me assistiam, mergulhei numa piscina sem agua suficiente e dei de cabeça no solo em betão, sangue com água misturada, desmaiei, enquanto elas se riam. Hoje apenas vivo porque Deus me ama mesmo muito, as vezes até penso que sou seu filho único.
Okutongoka Kuosimbu.

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