sexta-feira, 28 de outubro de 2016

HOMENAGEM Á UM GRANDE HOMEM


Kamba Diame Mário Rosa ponto com, nosso ilustre companheiro e soba grande da montanha.

Tudo o que vês aqui nesta noite e que com muita honra te entregamos, é o calor desta malta humilde, rapazes e meninas de sacrifício, que se juntam para o abraço no mais puro sentimento, …e todos eles sabem bem que a vida se faz dando passos nos degraus, por vezes subindo e outras vezes descendo, mas sempre ao lado dos nossos.

É o vergar da guarda na primazia de querer estar presente, para o calor fraterno e celebrar o amor sem dikulos nem kigilas destas malambas que nos deixa olhar na incerteza temporal.

Os recados são enormes que não cabem numa só mukanda, TATIANA veio da tuga com uns carinhos caprichados de irmã e me avisa para por palavras de meiguice da CRISTINA que no luxo do seu chefe de estimação, se desdobra na emoção do aconchego paternal.

É fila a vir, são valores a considerar com EUNICE MACHADO a comandar, a JOANA DOS PEITOS no meio do cenário a controlar, a KANGUENGUE, A DJANILDA, a ROSA e a GINA a complementar o cenário de JOAQUIM LUNDA que vai. … nas Calmas!

Tem de sair uma rebita, juro que vou aproveitar. Nessas coisas de umbigadas só dá mesmo com a CARMEN porque nós os dois ‘se chegamos’ na altura.

Até a PATY MAIATO veio e trouxe teu sobrinho CRIS DE HOMEM pois não quiseram perder o boda.

Voce é bwé pai grande, nosso embaixador no desporto, que se lixe quem não gosta, nós aqui se formos chamados vamos te eleger como boss da FIFA e por favor me nomear signatário dessas coisas da bunfunfa. Eu mas!

Se fosse na músico, podes ter a certeza, que abririas a próxima temporada no Royal Plaza, foi o YURI E A YUMA SIMÃO que o disseram. Já que a cunha com patrocínio estaria garantida com o Man LUIS FERNANDO da Media Antiga que já foi Nova algum dia.

Temos juniores e juvenis a brilhar, uns jogam bem, outros se canelam nas kinamas, o MARIANO e YURI GUIMARÃES, nossa geração dos kassulinhas, acostumados a ganhar mandaram o SAPINALA p’ro KK para se dar treino com dikotas na vunda grande do vamos se ver em 2017, isseazari.


Da vanguarda pontual também temos, como estrela da equipa o ‘tal’ TCHOIA das kitotas, assessorado com firmeza pelo recém reformulado ANTONIO RENATO que infelizmente tirou voado, pois tem jogo fora, nesta jornada derradeira.

As pessoas lá no bairro não estão a entender nada, as quilumbas se perguntam “esse Mário é quem, mas?! Quem é esse Marito que lhe falaram ontem no discurso da nação”?

Não está fácil meu irmão, mas com calma chegamos lá, somos nós mesmo a se dignificar com o sorriso de verdade, anda que anda nesta vida vamos te ouvir um dia no vivência do ARMINDO LAUREANO, esse mesmo da diáspora, nosso adido cultural e plenipotenciário da montanha, muadiê que não se cala e só lhe olhamos já, pois esse já não muda, nunca, nem com massagem de giba.

Falar mais pra quê se as obras deixam trilhos, quem foi que disse que o Man Barras não te olha e abana a cabeça!

Assim só nos resta mesmo dizer: Obrigado Mário Rosa de Almeida por tudo aquilo que és para nós. HOKO!!!


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Glosário:


Kamba Diame-Meu Amigo / Malambas-Azares / Dikulos-Problemas / Kigilas-Makas / Boda-Festa / Bufunfa-Dinheiro / Kinamas-Pernas / Dikotas-Idosos / Nvunda-Luta / Kitotas-Tiros / Quilumbas-Moças / Muadié-Senhor / Jiba-Inflamação do Peito.

G A L E R I A 






















sábado, 1 de outubro de 2016

MAN BARRAS PREOCUPADO COM REGRESSA DA LOMBA.

“Então Man Euclides, voltas ou não voltas? Como é então você que és Da Lomba, voltas ou ficas mesmo ai a se achar”?
Foi assim que começou o processo filantrópico ameaçador de Man Barra, homem de sangue quente que não pactua com o sofrimento e a dor das camaradas que pedem de volta o seu cantor.
“Mas, ouve lá seu kamiudo? As pessoas a te pedirem, e você nem já. Já te puseram nas camisolas, nas rádios e tudo! Na televisão estão a te chorar com mulala, só querem você. As mboas não se fala mais, ouviram que o teu Desejo Malandro é fogoso. Nós aqui, nos tiraste todos os apetites desde o dia que vieste nos visitar”.
“Estas a trazer problemas nos lares, as mboas já não estão a pôr comida nas mesas, já não querem descansar com ‘roupa miúda’ com os maridos, desde que, com o ‘Teu jeito atrevido cantaste no Royal Plaza”.
O homenzinho caminhava e espumava pela boca, enquanto falava alto, com a mão esquerda no bolso e a direita com o punho fechado, muito, mas muito chateado, ameaçava bornos contra o vento que assobiava. Quem vinha a sua frente procurava desviar-se do caminho para evitar o pior, até que surgiu alguém que perguntou o que se estava a passar.
“Ó Berenice estas a perguntar o que? Olha a minha roupa se engomaram? Olha a minha barriga se entrou comida desde ontem. Essa greve que vocês estão a nos fazer, treinaram na China ou no Japão? Porra, isso até trás vontade de constituir alguns apetites de violências domésticas”.
“Ah ah ah, Man Barras se virem ai pai. Ou Regressa, ou para tudo. Ou Regressa, ou sai divórcios massivos, ou regressa ou nagibó. Aquele baixinho atrevido do show do mês e a mboa dele bem esperta só, tocaram no coração feminino. Desta vez vos saiu seus ‘Parrandeiros’.
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Aló Da Lomba, comue meu irmão, vens quando? … Ham? Dizes que não queres vir, porque aqui não te deram chá de pau de Cabinda no Matabicho. …Ham? Fala mais alto. …Te falaram mal nos homens? …Olha não liga isso, agora são os mesmo homens que estão a pedir o teu Regresso, se arrependeram. Estas a escutar? Você foi sempre bom rapaz, respeitosos e ‘livre serás’. …. Ham, olha, não desliga. Só quero dizer que se demorares vai nos encontrar morremos todos e vais ter que assumir todas as mboas sozinho seu ‘Falso Confidente’! Tens dois dias para vir, dois dias. R E G R E S S A.
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Kamiudo – Diminuitivo de miúdo quando aplicado o sufixo ka. Muitas linguas africanas transportam este sufixo para as linguas ocidentais. ex: (This is my kaschool boy).
Mulala – Roupa do falecido que senhores vestem ao chorar a sua perca.
Mboa(s) – Senhora, esposa.
Nagibó – (Tradução desconhecido) mas expressa-se batendo a palma da mão numa das coxas para expressar desprezo.
Matabicho – Pequeno almoço.
Pau de Cabinda – Casca de árvore afrodisíaca. 

sábado, 24 de setembro de 2016

O SHOW DE WYZA NO JAZZMENT

Na passada quarta-feira celebramos o jazzment com Wyza. São razões diferentes, as que me têm levado a este espaço e o último motivo foi a oportunidade de ver Wyza num concerto completo, pois, das poucas vezes que o vi, foram apenas em participações com dois ou três números musicais seus, o que sempre me soube a pouco.
Confesso que nada tive a perder, dado que, João Sildes Bunga de seu nome próprio, foi um grande actor em palco, tendo procurado proporcionar um show ao mais alto nívelna lógica da simbiose entre o canto e gestos de dança, proporcionando desta forma um registo único do cantor. 
Na temática estrutural dos seus números e género musical, Wyza valoriza a música angolana de raiz, investe no sentido investigativo, agrega argumentos no tipicismo cultural da sua região, introduzindo motivos próprios de uma estrutura sólida que se rege na conduta transmissiva de conceitos distintos e de integração substancial.
Despertou atenção a importância que o músico dá à ‘voz’ como instrumento, tendo aparecido suis generis, com um trio de vozes masculinas bastante afinadas e disciplinadas, onde cada elemento se destacava pelo espaço adequado e o grau de importância e relevância que obteve no concerto.
Outro valor que vimos sobressair foi a percussão, com Gabriel a assegurar este elemento que dá vida a música do continente negro.
De sublinhar o reforço do legendário Teddy Singui que veio emprestar talento e uma qualidade musical própria da presença de um verdadeiro capitão.
O acto ficou marcado pela interpretação de títulos seus entre "Kana ya", "Mbangala", "Mawe", "Zemba" e outros, tendo sido ouvido também no tema Never lose your soul do grande Lozwa Kanza, sem deixar de ter-nos surpreendido com o clássico Umbi-Umbi, num conceito seu, mas bem conseguido.
Na linha dos vários estilos fundidos com kilapanga, rock, reagge, pudemos perceber a versatilidade do cantor, sendo um mérito por não cansar uma audiência atenta e fechou com o malogrado Pepe Kale, num número conhecido por nós por “Ecici, Essaia”, que nos desafiou a dar uns toques do quentíssimo dombolo.
Valeu a noite, valeu ter Wyza connosco e valeu Jazzmente.
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O Jazzmente já ganhou um espaço de referência, e mantem-se padronizado às boas práticas, agrada lá estar pelo ambiente que nos envolve e para nossa felicidade, vamos continuar a tê-lo, mas noutro espaço físico, o Zoodabar.
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VIDEO
Música Bakingo

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Banda:
GABRIEL - Precursão.
MARABU – Guitarra Solo
ESTANJSLAU - Coro
SANTIMÁ - Coro
STELA - Piano
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Sons, Cantos e Contos
Facebook: Sons, Cantos e Contos
Blog: Sons, Cantos e Contos - http://contosasp.blogspot.com/
Fotos: Pagina do Jazzment

Repórter/Administrador: Lauriano Tchoia

G A L E R I A 











terça-feira, 20 de setembro de 2016

JACINTO TCHIPA, A CANÇÃO, O HOMEM E UMA ÉPOCA.

Dono de uma voz forte e rouca, fez da cartinha da saudade a esperança das mães e filhos deste pais.
Pudemos confirmar ontem na homenagem feita pela Zimbo TV, que a canção embalava os dois lados da trincheira, num tu-cá e tu-lá.
Maie, Meie, Maie, ela disse a mana kolela, a mandar mensagens de coragem. Como reza o cantor fez do umbundo uma língua que todos, mas todos queriam aprender e na euforia de saber falar, entender ou não, cada um a sua maneira virava-se, provando que a música goza o privilégio de ser de linguagem e dimensão universal.
Dois Top dos mais Queridos foram os cobiçados prémios com sabor a pouco situando-nos nos dias de hoje, e obras, mais muito para um contexto e época que se estava pouco voltado a troféus e loiros , no lugar de sacrifícios.
África Tunda Vo Welema com as versões um e dois, esta última numa roupagem á world music, para gostos dispares, deu para mostrar que o homem ainda tem muita palavra a dizer no nosso espaço musical.
Gostei do Xará Jacinto Tchipa Epalanga que deu um show nesta homenagem da Zimbo TV, mas que tem muita estrada a galgar, tem, muita pedra para remover, obstáculos gigantes, muitos mesmo rapaz.
E cuidado que o Tchipa não é só isso! Por obséquio queiram perguntar ao pessoal da fazenda e a sua secretária declaradissima na cumplicidade laboral com o líder musico. Até eu queria ter uma assim!!! Rssssssssssssssss
Tchipa, deu para ver que és feliz e só pedimos que venham as de General no ombro pah.

NDAPANDULA, xará Armindo Laureano, equipa TV ZIMBO e o grupo Média Nova.


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Para ouvir a música do cantor dar um click →    JACINTO CHIPA - ÁFRICA

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

LUKENY BAMBA FORTUNATO

Jovem no seu estado de optimização físico-intelectual, vive a arte e esgrime no máximo as suas energias e recursos para fazê-la acontecer.

Passa por ele o incentivo à música, dança, poesia, a comédia e outras variantes, numa sobriedade que se reserva a quem se entrega com alma e sabe o que persegue.
Adestra conceitos e expõe-nos a um público ávido em sacar a gravata e se esvaziar no hipnotismo de uma valsa ou Hip-Hop qualquer.
São actores, sociais e morais como tu Lukeny Bamba Fortunato que nos ajudam a perceber o mundo desde o seu melhor ângulo.
"Só o faz quem se doa". 
Parabéns e que somes mais de cem meu rapaz!

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Fazem parte do seu trabalho as marcas:
'Arte ao Vivo' - (Realizado no Espaço Bahia e Burako da Floresta.
'Eclético FM'  - (Programa da Rádio Mais)

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

SABEDORIA POPULAR

YAKELA OTCHILI, VINDIKIYA ESUNGA
Tradução Literal: Lute pela verdade, proteja a razão.
Contextualização: Esta mensagem popular chama-nos à observância do nosso posicionamento enquanto defensores de valores nobres. Aborda a orientação correta diante paradigmas que interfiram na nossa maneira de pensar e agir.
Fonte: Página da Diocese de Benguela.

terça-feira, 6 de setembro de 2016

EUCLIDES DA LOMBA, A PLATAFORMA CANDENTE DO MAR DO MALONGO NO ROYAL PLAZA

SHOW DO MÊS
O músico deste mês foi Euclides da Lomba, uma proposta da Nova Energia, produtora com créditos bastantes no engenho de bem-fazer o merecido Show do Mês.
Como outros já realizados, este foi um espectáculo de elevado nível, com a particularidade de realçar o amor e todas as suas convenientes nuances, na dimensão dos temas que nos foram sugeridos.
Euclides da Lomba um senhor do extremo norte de Angola, espaço geográfico que o identifica por umbilicalidade e roga-se em não larga-lo por coabitação com os seus, veio ratificar os seus dotes diante uma plateia que se dividiu na entoação das estrofes e nas rimas dos refrões das músicas insinuantes.
As canções, ‘Quem me ama’, ‘Regressa Regressa’, Parrandeira’ e tantas outras do seu vasto reportório, trouxeram a tona uma vivência do realismo romântico na arte de amar com os devidos condimentos, uma vezes doces, outras vezes azedas, ou, talvez, amargas, mas cuja órbita se orienta neste fabuloso engenho de entregar-se aos ditames do coração.
Não foram mero acaso os sorrisos das senhoras que nos arrancaram de casa, numa rendição ao ídolo do amor e suas controvérsias, manifestamente felizes antes e pôs-concerto.
Quase ao meio do espectáculo, a sala emudeceu e fez-se a devida rendição com a interpretação de um hino verdadeiro de júbilo a sua progenitora «Homenagem 1947», uma mulher singular que se esmerou no direccionamento dos seus rebentos, fazendo destes os senhores que se apresentam, homens feitos para o bem.
Que o diga eu, que por força de uma dessas trafulhices juvenis quase levava um tabefe desta senhora de firmeza, ela que sempre achou-se bem no papel maternal expansivo aos que a circunda, pois do suor das suas mãos muito boa gente gozou do seu afecto e benesses, a Chindinha sabe disso. Pois, a tia Gracinda era a mãe de todos nós.
  
Lutchiana Mobulu 
confirmação do valor percentual
Lutchiana Mobulu, veio a meio do show dar o seu contributo numa participação que fez recordar o 100% deste artista, na sua maior gravidade.

Desde a intensa emoção sentida durante o entoar da música de abertura do espectáculo em homenagem ao Moisés Kafala, um trovador nobre desta terra, que acaba de deixar-nos órfãos da sua voz, o arrepio voltou em carga máxima, quando o cantor do mês fez os primeiros solfejos da música ‘Livre Serás’.

Bruno Netto a voz lírica do momento
Em consequência a participação de Bruno Netto outro caimanero, profissional adestrado à música Lírica. Este actor elevou o hino da liberdade e fez confirmar aquilo que considero o momento mais alto de Euclides enquanto criador musical, sentia-se isso nos violinos bem introduzidos e especialmente nas baquetes de Hélio Cruz, que se tornaram irrequietas e giravam na rebeldia de cada batida nos Tons, Caixa e no Chimbal, da sua Bateria “Pois, …Livre serás”.
O show inteiro foi marcado por cantos, palmas e algumas lágrimas de emoções, numa surpresa premeditada deste filho de Cabinda, que veio honrar a sua região e marcar um lugar de vanguarda no contexto do cancioneiro Angolano, perfazendo assim um notável arcar de testemunhas como herdeiro de cultores como Luís Gomes Sambo, os conjuntos Bela Negra, Super Koba e outros.
Só passa pelo Royal Plaza cantor aprovado e com Euclides da Lomba saímos deveras mobilizados, de tal jeito que, reproduzo aqui a conclusão de Cristina Silvestre no post de Mário Rosa de Almeida: - [Foi muito showwwwww ...... que elegância no tratamento musical e em palco.... q simpatia. ....]

Recadinho: Que Euclides desafie a si mesmo, a nós seus fãs e ao povo da província, levar este concerto à Cabinda, já.

"Livre Serás" o Hino do Cantor

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Sons, Cantos e Contos
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Fotos: Benvindo da Silveira - Show do Mês
Repórter/Administrador: Lauriano Tchoia (Chefe Kito)


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