terça-feira, 15 de agosto de 2017

O VOTO SECRETO DE CADA UM

Muito bem, muito bem… tirando aqueles que abertamente têm declarado o seu voto, tem outros que basta olhar para a cara deles, um gajo já dá conta em quem vão votar.
Não precisam estar assim, isso até mete nervoso os coitados dos outros que não sabem se vão continuar nos cargos, ou vão dar o lengueno, tipo mundial do Usain Bolton a perder tudo à toa.

Admiro e dou os meus parabéns aos políticos que acabam o mandato dado pelo povo em 2012, gente rija mesmo, porque a tarefa de governar nunca foi fácil; te pintam caricaturas no jornal, outros te xingam, tudo o que fazes está mal, …“é trabalho mba” (dizia a minha mãe), eu estou bem por cá a lavar Kupapatas.

Dia 23 vamos bumbar a Pier Luigi Colinas nas urnas e eu serei um deles que vai entrar bwé mau mesmo, para ludibriar os maçónicos que querem descobrir o meu voto secreto.



Mboa lá na FESTA DO VOTO!

domingo, 6 de agosto de 2017

CAMINHONEIRO


Todo dia quando eu pego a estrada
Quase sempre é madrugada
E o meu amor aumenta mais
Porque eu penso nela no caminho
Imagino seu carinho
E todo o bem que ela me faz

A saudade então aperta o peito
Ligo o rádio e dou um jeito
De espantar a solidão
Se é dia eu ando mais veloz
E à noite todos os faróis
Iluminando a escuridão

..."...
Eu sei
Tô correndo ao encontro dela
Coração tá disparado
Mas eu ando com cuidado
Não me arrisco na banguela

Eu sei
Todo dia nessa estrada
No volante eu penso nela
Já pintei no pára-choque
Um coração e o nome dela
..."...

Já rodei o meu país inteiro
E como bom caminhoneiro
Peguei chuva e cerração
Quando chove o limpador desliza
Vai e vem o pára-brisa
Bate igual meu coração

Doido pelo doce do seu beijo
Olho cheio de desejo
Seu retrato no painel
É no acostamento dos seus braços
Que eu desligo meu cansaço
E me abasteço desse mel

Todo dia quando eu pego a estrada
Quase sempre é madrugada
E o meu amor aumenta mais
Olho o horizonte e vou em frente
Tô com Deus e tô contente
O meu caminho eu sigo em paz

O nome dela...

VIDEO
Ver outro Video da Musica >>> CAMINHONEIRO - Roberto Carlos

Compositor: Roberto Carlos / Erasmo Carlos

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

À GRANDE FIGURA DO PADRE MARTINHO

Eu professo a religião católica desde a minha nobre infância, nem sequer sei como lá fui parar, aliais uma ausência minha à missa ao Domingo nem podia passar por um sonho meu, equivaleria a uma acção superior ao do Luaty Beirão e seus compinchas, porque daria uma surra que me posicionaria em baixa médica por um bom par de dias.

Entretanto, nestas andanças pelos trilhos da fé de uma coisa tenho a certeza, ficaram os ensinamentos da catequese do padre Martinho que era assessorado na ausência pela menina Fernanda.

Das aulas cristãs estão retidos os ensinamentos não matarás e não roubarás, deles tenho a certeza que até agora estão cumpridos sem reservas, até porque o meu registo criminal levantado a uma semana por razões laborais atesta isso.

A dúvida paira quanto ao não cobiçarás a mulher alheia, neste assunto nem sei se precisa ser ou não ser alheia por nos esbarrarmos cada minuto com cada bomba de mulher que só Deus no comando.

Vamos orando e apelamos a tua benevolência oh Pai, porque está tudo tão exposto de tal forma que só resta o teu auxilio e acuda-nos senhor porque a continuar assim, quando voltares para o julgamento final, já não nos encontrarás mais nesta terra. Vais ver fumo!

sábado, 29 de julho de 2017

SALVA DE PALMAS E SUJEIÇÃO A UM SHOW ONDE OS ACTORES ESTIVERAM TODOS BEM.

Foi sublime o show de Gabriel Tchiema e Maria Gadú na Vila Alice, Rua da Liberdade nº 70 em Luanda, a famosa Casa 70, organizado pela Zona Jovem.

Ficou na memória a imagens inapagável de dois respeitáveis artistas com recursos musicais de mão a semear. Dois bons timbre vocais numa noite de glamour, onde duas soberbas estrelas assentaram a sua classe numa marca ímpar que elevou a paixão e o amor na serenata à Kianda, a sereia Axilianda em tempos de maré baixa rebuscando sonhos em noite clara, ao brilho da lua.

Estava feito o palco com o Anfitrião Gabriel Tchiema o embaixador da Tchianda, um Lunda com o cintilo da Kamanga, porquanto, descendente da tribo de Luegi e Tchinguri, heróis tão bem retractados pelo escritor Pepetela numa ficção de delirar.

Na qualidade de anfitrião o também ex. militar das casernas da IIº Região, ocupou a primeira hora e meia e mereceu grande atenção, sentindo-se que a presença do público tinha razões divididas na torcida, por tão especial momento de dois astros separados entre continentes que se juntam por oceanos em paralelo.

Foi, contudo, um show onde festejamos um dos ícones da nossa música com argumentos que o tempo foi dando razão suficientes para nos pôr sentados e celebrar mais abaixo canções como Nguholese e Azulula e outras vezes aquecendo com O Mbimba e Celebração, pois estava feito o lance que desafiava a paulistana Maria Gadú a não gelar o show e fazer jus a aposta da Zona Jovem, um novo projecto que ousou arranca-la da Grande São Paulo.

Maria Gadú fez jus a raça brasileira que carrega no sangue, entrou e cantou até ‘mandar a lixo’ o tempo e o som desligado, foi euforia total do público e da cantora que mereceu dizer-lhe positivamente na cara que ‘você é juada miúda’!

Se há quem tenha duvidado do seu valor, saiu desapontado. O quarteto sul americano foi um estrondo, tendo acertado no reportório e levar ao delírio boa gente revestida entre o chique e o pressuposto de bem-estar, enquanto alguns copos ajudavam o celebro a provocar entusiasmos acelerados, quem nos dera o show tivesse ido até a alvorada.

Foi sublime a noite de corações embaraçados para quem leva a risca a arte de sentir afectos por sua cara metade e os mais arriscados por outras caras que quase são ou serão metade um dia desses diante o conservador.

O buffet esteve bom demais, foi merecida e enchente pelas costuras da casa 70 e o acertar de jovens organizadores que valorizam um grande pormenor; iniciar a hora certa. Valeu!!!


G - A - L - E - R - I - A

"Escolta dirigida, alta segurança"
O Artista morre quando até perde vontade de sorrir.

sábado, 15 de julho de 2017

MAN BARRAS E A SUA CALIFORNIA!

Man Barras é a estratégia em pessoa, oportunista modular faz sempre tudo para assegurar a primazia. Expelindo da boca o fumo do cacimbo pela manhã, via o sonho vir ao seu encontro, cada passo que dava pronunciava no interior a palavra Califórnia com admiração, enquanto batia com o punho no peito.
Aproxima-se dos amigos e: “How are you my friends? How are los papás and las mamassitas de vocês. Vocês ainda não transitar”?
“Man Barras você manda lata, que língua é essa que trazes? Por trás desse novo truque deves ter uma nova novela, de certeza”!
Via-se no homem um semblante de cansaço, mas liam-se-lhe nos olhos uma luz denunciando expectativas.
“Olha, meus senhores, esta vai ser a ultima vez que traduzo em português, do you undertand? Agora é 'inglishi' na área e mais nada, se vocês ficaram eu aqui já estou na Califórnia, ouviram? CA-LI-FOR-NI-A”.

Todos os presentes do grupo de oito amigos onde se destacava apenas uma mulher a quem o bairro apelidara de Maria trepa-muros, exclamara um hummm ensurdecedor ao ouvir dele, que logo apôs o comício, o homem passará quinze dias na praia junto ao Porto do Lobito a espera dos cem navios que trariam os prédios, viaturas e até pessoas segunda mão. O seu sonho é que nesta Califórnia que chegaria, esperava ter a oportunidade de ocupar um prédio de vinte andares e a Nicki Minaj para sí. - Mbi voliangula! (Deve ter sido embruxado)

sexta-feira, 7 de julho de 2017

MAN BARRAS | Pronto a Servir Gasosa Salgada

Pela manhã sintonizava a rádio Ngola-Mais-Que-Muito-Yeto e o kuduro típico soava com o; “vem p'ra dançar o sale (sal), vem para sentir o sale”, quando a música entrava no seu ritmo; sale, sale, sale, as crianças com barrigas ocupando as janelas rotas das camisas meio sujas, pulavam como se estivessem pisando em picos, enquanto enrolavam os quadris.

Desde que se conhece como pessoa Man Barras vai votar pela terceira vez.
Por uma razão de manter a consciência tranquila, cada vez vota num partido político diferente.  Ele quer morrer sem dívida moral, mesmo aconselhado que estava politicamente a se prostituir

Coincidência ou não lá surgiu o homem em apelos:

“Ouvem lá meus senhores, me ajudem a descarregar o sal, ouviram ou não seus coelhos, ouviram ou não”, tratava assim até adultos.
“Sal ou açúcar Man Barras?

Sal, …sal de mistura, sal de gasosa, sal de candidato, sal da desforra. Passei a noite nas salinas do Cacuaco, a missão é armazenar o máximo à SalGrossoAngol Refrigerantes-Lda” e ajudar assim o futuro líder a salgar gasosas da purificação.

Mostrava-se maravilhado desta vez, o seu voto parecia ter certamente, sido sensibilizado por via da mensagem da campanha ‘melhorar o que esta bom e corrigir o que esta mal”. Mas o que mesmo o encantava era o sal da gasosa, ou vinagre, vezes mesmo que pensava em ácido sulfúrico, para se vingar do vizinho policia que lhe enche de raiva por ter sempre dinheiro extra e ser bem falado no bairro até pela sua primeira mulher.

“Esse é que é homem, quem és tu também”? Sempre que acontecia esta troca de palavras a esposa irrita-o ainda mais, com o toque final; Vem p´ra dançar o sale, sale, sale, sale. Waweee modeuju! (ai meu Deus).



sexta-feira, 30 de junho de 2017

UM PONTO DE ORDEM

Estamos todos na moda das eleições, tanto mais que já se sente isso na carne viva e em ossos duros de roer, esses que por alguma calvície vão dando sinais de artrite, mas ainda assim, cumprem a missão de sustentação erecta dessa massa orgânica.

Entramos na derradeira fase a um paralelismo ao circuito estilístico de tal forma que podemos ver pares preparando politicamente os seus Moda Luanda(s) e o(s) Angola Fashion Week(s) da ‘mudança’ tratando o casting do sexteto de manequins para o desfile. Altura de inventar caras bonitas se necessário for, bota mekako.

Move-se nesta fase uma industria completa de profissionais, mas o que deve ser bastante chato é ser-se líder de formação política nesta altura do game. Gerir novas aquisições, substituir os improdutivos, dar um calmante aos indesejáveis, reforçar com novas aquisições gerindo descontentamentos de infelizes desterrados do pleito e dizer na cara, “meu senhor, para ti wanga wabo”.

Sorte minha ou azar, razões de força maior não me permitem actuar como actor directo, mas que gosto de refrega isso gosto e acho que se assim fosse, provavelmente, eu seria um candidato fortemente a considerar ainda que para o cargo de Ministro do Bom Relaxe eleito por fantasmas.


Tenho mesmo pena é do presidente do próximo parlamento, que tem de se desdobrar entre o martelo do tempo esgotado do homem estimulado a falar por assobios e palmas ou aturar o deputado que esforça uma permissão nacional para dar uma diarrumba na hora do voto. E se não tiver papel higiénico na WC como fica senhor deputado?